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Citação bibliográfica
Argel, M., 2002. Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris). In: www.marthaargel.com.br. Acessado em [data do seu acesso].
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Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) Ordem Passeriformes Família Muscicapidae, Subfamília Turdinae Outros nomes populares: sabiá-de-peito-roxo (SP, PR), sabiá-do-peito-vermelho (SP) sabiá-de-peito-amarelo (SP), sabiá-de-papo-amarelo (RN). Nome em castelhano: zorzal colorado (Argentina) Nome em inglês: Rufous-bellied Thrush.
Uma das espécies mais conhecidas pelos moradores de São Paulo, seu belo canto pode ser ouvido em praticamente toda a cidade, entre julho e outubro. Muita gente percebe quando, em pleno inverno, essa ave começa a cantar de madrugada (em alguns lugares, o sabiá começa sua cantoria de madrugada, por volta das três da manhã!). Pode ser visto caminhando em gramados, jardins e até no meio da rua, se ela for tranqüila. É uma ave muito confiada, que deixa as pessoas se aproximarem a menos de um metro antes de se afastar, correndo ou voando. Para grande azar do sabiá-laranjeira, muita gente gosta de prendê-lo em gaiolas, justamente por sua linda voz.
Alimentação: alimenta-se de invertebrados e frutos. Em São Paulo, captura minhocas em gramados, principalmente logo depois da chuva, e gosta muito dos frutos de pitangueiras (Eugenia uniflora), figueiras-benjamim (Ficus microcarpa), palmeiras como o jerivá (Syagrus romanzoffianus) e a seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana), amoreiras (Morus nigra) e piracantas (Pyracantha sp.). Também pega aleluias (os cupins com asas) em vôo. Visita comedouros para comer frutas (mamão, banana, laranja) e pão.
Reprodução: o ninho é uma tigela funda, feita de varetas e capins cimentados com barro e revestida por dentro com raizinhas e hastes de flores de capim. É construído em arbustos e árvores de folhagem densa. A ave põe 3 ovos azulados e manchados de marrom
Ambientes onde vive: vive em florestas, cerradões e capoeirões, mas é mais comum em ambientes criados pelo ser humano, como pomares e jardins. É especialmente comum nos bairros bem arborizados de São Paulo, e talvez em nenhum outro lugar, em toda sua distribuição, seja tão comum quanto nos bairros residenciais vizinhos ao parque do Ibirapuera.
Distribuição: leste da Bolívia, Paraguai, norte e leste da Argentina (até Buenos Aires), Uruguai e Brasil (no nordeste e no centro-sul). No estado de São Paulo, aparece apenas nas cidades situadas no litoral e na região do planalto atlântico (porção leste e sudeste do estado)
Algumas cidades paulistas onde ocorre: Campos do Jordão, Diadema, Ilhabela, Jundiaí, Santo André, Santos, São Paulo.
Martha Argel junho de 2002
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