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Citação bibliográfica

 

Argel, M., 2002. Garça-branca-grande (Casmerodius albus). In: www.marthaargel.com.br

 

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Garça-branca-grande (Casmerodius albus)

Ordem Ciconiiformes

Família Ardeidae

Outros nomes populares: garça-branca (SP)

Nome em castelhano: garza blanca (Argentina, Bolívia), garza blanca grande (Uruguai)

Nome em inglês: Great Egret

Outros nomes científicos com os quais pode aparecer: Egretta alba, Ardea alba

 

 

 

É a espécie de garça mais comum na cidade de São Paulo. Pode ser diferenciada da garça-branca-pequena (Egretta thula) por seu maior tamanho e por ter bico amarelo e pernas e pés pretos. Durante o dia é vista sozinha ou em grupos pequenos, mas ao pôr-do-sol sobrevoa a cidade rumo a poleiros coletivos (em geral árvores altas à beira d'água) onde passa a noite. Não é difícil ver esta garça nos céus de São Paulo, principalmente de manhãzinha. Em vôo, ela é reconhecida pelo bater de asas lento e tranqüilo.

 

 

Alimentação: alimenta-se de peixes, rãs, cobras e invertebrados aquáticos. Espera as presas imóvel na beira da água, ou caminhando lentamente.

 

Reprodução: faz ninho em colônias (os ninhais), que podem ser formadas por outras espécies, como o biguá (Phalacrocorax brasiliensis), a garça-branca-pequena (Egretta thula) e o socó-dorminhoco (Nycticorax nycticorax). O ninho é uma plataforma tosca, feita com varetinhas e às vezes revestida por dentro com palha. Em geral põe 3 ovos, que são incubados por 25-26 dias. Em colônias antigas, as árvores acabam morrendo devido à acidez das fezes que se acumulam e que danificam as folhas e outras partes vegetais.

 

Ambientes onde vive: habita brejos e as margens de qualquer corpo d'água, como lagos, represas, rios e córregos, até mesmo os mais poluídos. Em São Paulo, a garça-branca-grande é comum nas margens do rio Tietê e em parques como Ibirapuera e Aclimação.

 

Distribuição: ocorre da América do Norte até o estreito de Magalhães. Habita também Europa, África, Ásia e Oceania.

 

Algumas cidades paulistas onde ocorre: Santos, Piraju, São Paulo.

 

 

Martha Argel

junho de 2002

 

 

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