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Não
se sabe muito sobre a verdadeira identidade de Lucila, a vampira. Supõe-se
que tenha nascido no longínquo ano de 1677, em algum país mediterrâneo,
tendo sido vampirizada antes de chegar aos vinte anos. Sempre
foi uma criatura discreta, de forma que é muito difícil traçar sua história
e o roteiro de suas viagens. Parece ter passado ao menos os 250 anos
seguintes em solo europeu, vindo para a América em algum momento das
primeiras décadas do século XX. Inicialmente fixou-se nos Estados
Unidos, mas na década de 60 chegou ao Brasil. Desde então mora na cidade
de São Paulo. Lucila
é do tipo mignon, pequenina e delicada. Tem grandes olhos
castanhos, e um olhar inocente que enganaria a mais desconfiada das vítimas.
Leis humanas e regras morais não significam muito para ela a não ser uma
fonte de encrencas, e o desejo de sobreviver e de ter sossego é o motivo
pelo qual vive dentro das normas de conduta aceitas pela sociedade. Se em
algum momento achar que pode e deve quebrar alguma delas, não hesita um
instante sequer, mas não espere de Lucila nenhum ato de violência
desnecessária ou de crueldade gratuita. Uma coisa: ela não costuma ser muito
paciente... Ela
evita a companhia de outros vampiros, e não esconde a atração que sente
pelos mortais, que chama de amigos, embora os encare muito mais
como objetos de diversão. Não
vou ficar aqui falando sobre ela. É melhor você descobrir por si só
quem é e como se comporta a vampira Lucila. Como? Bem,
para começar, dê uma olhadinha nos contos que compõem este site. Depois,
leia o livro Relações de Sangue (Novo Século, 2002), um romance
policial com vampiros, que se passa na São Paulo dos dias de hoje e que
traz a vampira Lucila num papel de destaque. Se quiser, você pode ler um trechinho clicando aqui. Você pode, ainda, encontrar mais algumas aventuras dela em outro livro meu, O vampiro de cada um (2003) uma coletânea com 13 contos de vampiros. Um destes contos está disponível aqui. E
tenha certeza de que não vai ser só nesses livros ou neste site que você vai encontrar a
Lucila. Quando você menos esperar pode dar de cara com ela. Portanto,
olhos abertos, atenção e... cuidado!
Martha Argel
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